Diagonal Spread
Junta a ideia do calendário com a de uma trava vertical: compra uma opção mais longa em um strike e vende uma mais curta em outro. Ganha viés direcional além do theta.
O que é
Imagine alugar um imóvel com contrato longo e sublocar um quarto por temporadas curtas. O contrato longo é a opção comprada; cada temporada sublocada é uma opção curta vendida que ajuda a pagar o aluguel.
A Diagonal combina vencimentos diferentes (como o calendário) com strikes diferentes (como uma vertical). A PMCC é um caso particular de diagonal de calls, com a longa bem dentro do dinheiro e de prazo longo.
Como funciona
Compra-se uma opção de vencimento mais distante, normalmente dentro do dinheiro ou perto dele.
Vende-se uma opção de vencimento mais curto em um strike mais afastado, na direção do viés desejado.
O prêmio da curta reduz o custo da longa. Ao vencer, a curta pode ser vendida de novo para um próximo ciclo.
O melhor cenário no vencimento curto é o ativo perto do strike da opção vendida.
Payoff
A opção comprada vence depois da vendida. No vencimento da curta, a longa continua viva e seu valor depende de volatilidade implícita e tempo restante, além do preço. Um gráfico de vencimento único juntaria pernas que morrem em datas diferentes e desenharia um resultado falso. O simulador mostra o perfil na data do vencimento curto.
Ambiente de volatilidade
Costuma ser estudada com IV Rank baixo a moderado. A longa é sensível à volatilidade; um cenário interessante é a curta com IV mais alta que a longa, porque ela paga mais.
Gestão mecânica
- 1Risco definido: o débito entra no limite de 1% a 3% da conta.
- 2Conferir na abertura que o débito é menor que a distância entre os strikes.
- 3Encerrar ou rolar a curta antes do vencimento dela; rolagem só por crédito, coerente com a Porta 4 da Folha de Mesa.
- 4Se a longa perder boa parte do valor e o ciclo seguinte não pagar prêmio que compense, fechar a estrutura inteira.
Regras da Folha de Mesa do Derivoo: disciplina mecânica para decidir antes de abrir, não promessa de resultado.
Exemplo ilustrativo
Ativo fictício XYZ a US$ 100. Compra call 95 de 90 dias por US$ 8,00 e vende call 105 de 30 dias por US$ 1,50 (ilustrativo).
- Lucro máximo
- Não é fixo: depende do valor da call longa no vencimento da curta
- Perda máxima
- Em geral o débito pago, US$ 650 (sem contar exercício antecipado da curta)
- Breakeven
- Não há número fixo: muda com a volatilidade e o tempo restante da opção longa
Vantagens
- Viés direcional com custo reduzido
- Pode ser repetida em vários ciclos curtos
- Perda em geral limitada ao débito
Desvantagens
- Perfil difícil de visualizar
- Duas fontes de risco: preço e volatilidade
- Exige gestão a cada vencimento curto
Riscos
- Queda forte do ativo derruba a opção longa, e o prêmio da curta cobre só uma parte.
- Alta muito forte pode deixar as duas pernas dentro do dinheiro; se o débito pago for maior que a distância entre os strikes, o resultado fica negativo.
- Exercício antecipado da opção curta quando ela é americana e está dentro do dinheiro.
Na B3 e nos EUA
- Na B3, vencimentos longos com liquidez costumam existir só nos ativos mais negociados. Fora deles, a perna longa pode ser difícil de montar e de desmontar.
- Calls de ações podem ser americanas: a curta vendida pode ser exercida antes do vencimento.
- Em geral, a B3 ajusta o strike quando a ação fica “ex” de um provento em dinheiro. Confira o strike ajustado das duas pernas na corretora.
- Nos EUA há prazos longos (inclusive acima de um ano) em ativos líquidos, o que facilita a perna longa.
- Dividendo ordinário não gera ajuste nas opções americanas; a call curta vendida pode ser exercida na véspera da data ex.
- Exige aprovação de spreads na corretora americana.
Erros comuns
- Pagar débito maior que a largura entre strikes e descobrir que até a alta forte dá prejuízo.
- Vender a curta muito perto do preço só para baratear a longa, travando o ganho potencial.
- Ler o gráfico de vencimento único (que não se aplica) e tirar conclusões erradas sobre risco.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre Diagonal e PMCC?
A PMCC é uma diagonal específica: a call longa é bem dentro do dinheiro e de prazo longo, imitando 100 ações. A diagonal genérica aceita outras combinações de strikes e prazos, inclusive com puts.
Por que o débito deve ser menor que a largura?
Porque, numa alta forte, as duas pernas tendem a valer perto da diferença entre os strikes. Se o débito pago passar dessa largura, até o melhor cenário direcional dá prejuízo.
Conteúdo estritamente educacional (CVM/SEC). O Derivoo não presta consultoria nem recomendação de valores mobiliários; os números apresentados são ilustrativos. Leia compliance e riscos.

