Put protetora (Protective Put)
Compra de put como seguro para uma posição existente. Estrutura clássica para estudar custo de proteção e piso de perda.
O seguro de carteira explicado pelo custo: quanto custa o piso escolhido e o que acontece abaixo dele. O erro clássico é olhar só o strike e esquecer que o prêmio pago também entra na conta da perda.
O que é
É o seguro do carro: você paga um valor fixo e, se houver acidente, a seguradora cobre o prejuízo além da franquia. Aqui, a franquia é a distância entre o preço de hoje e o strike da put.
A Protective Put é a compra de uma opção de venda sobre ações que o investidor já possui.
Funciona como um seguro: o strike define o piso a partir do qual a perda deixa de aumentar.
Como funciona
Paga-se o prêmio da put e, em troca, garante-se o direito de vender pelo strike até o vencimento.
O custo do seguro reduz o resultado em cenários de alta.
Payoff ilustrativo no vencimento
Curva ilustrativa com prêmios hipotéticos, apenas para estudo da mecânica. Não representa cotações reais nem recomendação.
Ambiente de volatilidade
O seguro sai mais barato com IV baixa. Depois que o mercado já caiu e a IV subiu, a mesma proteção custa bem mais.
Gestão mecânica
- 1O piso (strike) é escolhido pelo quanto se aceita perder, não pelo prêmio. No exemplo, piso em 95: perda máxima de US$ 7,40 por ação.
- 2A put perde valor mais rápido nas últimas semanas: perto de 21 DTE, entra a decisão de renovar ou não para o ciclo seguinte.
- 3O custo anual da proteção vai para o diário. Renovar todo mês pode somar mais do que a perda que ela evita.
- 4Se a ação cair abaixo do piso, a put ganha valor: a escolha entre vender a put, exercer ou rolar é feita antes.
Regras da Folha de Mesa do Derivoo: disciplina mecânica para decidir antes de abrir, não promessa de resultado.
Exemplo ilustrativo
Ativo a US$ 100, put 95 comprada por US$ 2,40 (ilustrativo).
- Lucro máximo
- Ilimitado na alta, reduzido pelo custo do prêmio
- Perda máxima
- US$ 740 (US$ 500 até o strike + US$ 240 de prêmio)
- Breakeven
- US$ 102,40
Vantagens
- Piso de perda definido
- Mantém o potencial de alta
- Fácil de entender
Desvantagens
- Custo recorrente
- Reduz o retorno
- Proteção com prazo
Riscos
- O prêmio é um custo certo em troca de uma proteção incerta.
- Proteções renovadas com frequência podem consumir boa parte do retorno.
Na B3 e nos EUA
- Na B3, as puts de ações são de estilo europeu: a put de proteção só pode ser exercida no vencimento. Antes disso, para usar a proteção, você vende a put no mercado pelo valor que ela tiver.
- A liquidez de opções na B3 se concentra em poucos papéis e nos strikes perto do preço. Em muitos ativos, a cadeia de puts negocia bem menos que a de calls: confira volume e spread de cada perna.
- Em geral, quando a ação fica “ex” de um provento em dinheiro, a B3 ajusta o strike das séries. Confira o strike ajustado antes de fazer contas.
- Ganho com opções na B3 é apurado mês a mês (15% em operações comuns, 20% em day trade) e não entra na isenção de R$ 20 mil das ações. Confirme o seu caso com um contador.
- Nos EUA, cada contrato de ação ou ETF vale 100 ações e a put é americana: dá para exercer em qualquer dia útil. Vender a put no mercado costuma preservar o valor extrínseco que o exercício jogaria fora.
- Para proteger uma carteira inteira, existem puts sobre o índice S&P 500, europeias e com liquidação financeira: pagam a diferença em dinheiro, sem comprar as suas ações.
- Para residente no Brasil, o resultado no exterior segue a Lei 14.754/2023: 15% ao ano, com a variação cambial entrando na conta. Confirme a apuração com um contador.
Erros comuns
- Comprar proteção só depois da queda, quando ela está mais cara.
- Escolher a put mais barata, tão longe do preço que o piso fica abaixo do que você aceitaria perder.
- Esquecer que a proteção tem prazo: no dia seguinte ao vencimento, a ação está descoberta de novo.
Perguntas frequentes
Vale a pena proteger sempre?
É uma decisão de custo. Proteção contínua tem preço e reduz o resultado de longo prazo; o estudo correto compara custo do prêmio e risco tolerado.
Conteúdo estritamente educacional (CVM/SEC). O Derivoo não presta consultoria nem recomendação de valores mobiliários; os números apresentados são ilustrativos. Leia compliance e riscos.

