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AvançadoAvançada · Butterfly com asas assimétricas

Broken Wing Butterfly

Butterfly com uma asa mais distante, o que desloca o risco para um único lado e pode gerar crédito na abertura.

Asa quebrada para deslocar o risco. O erro clássico é ler mal a assimetria — o lado “barato” vira o lado que dói.

O que é

Pense numa apólice com franquia pequena de um lado e franquia grande do outro. A franquia grande barateia o seguro — pode até sobrar dinheiro na montagem —, mas é daquele lado que mora a conta possível.

É uma butterfly em que uma das asas é comprada mais longe do centro, criando assimetria intencional.

Dependendo dos strikes, a estrutura pode ser aberta por crédito e ficar sem perda possível de um dos lados.

Como funciona

Compra-se uma opção próxima, vendem-se duas no strike central e compra-se a asa oposta mais distante.

O crédito recebido elimina o prejuízo de um dos lados, concentrando o risco no outro.

Payoff ilustrativo no vencimento

Curva ilustrativa com prêmios hipotéticos, apenas para estudo da mecânica. Não representa cotações reais nem recomendação.

Ambiente de volatilidade

Estudada com IV Rank acima de 30, quando o prêmio das duas opções vendidas no corpo consegue pagar as duas compradas e ainda sobrar crédito.

Gestão mecânica

  1. 1Pela Folha de Mesa: entrada perto de 45 DTE e só por crédito. Se a montagem sair por débito, um dos lados volta a ter perda.
  2. 2Porta 2: encerramento aos 21 DTE. O pico perto do corpo é estreito e o gamma ali cresce rápido.
  3. 3Com crédito pequeno (US$ 0,20 no exemplo), alvo e stop medidos em múltiplos do crédito ficam minúsculos. O alvo e o limite em dinheiro vão para o diário antes da entrada.
  4. 4O risco está todo do lado da asa larga: o tamanho fica entre 1% e 3% da conta, medido pela perda máxima (US$ 480 no exemplo).

Regras da Folha de Mesa do Derivoo: disciplina mecânica para decidir antes de abrir, não promessa de resultado.

Exemplo ilustrativo

Ativo a US$ 100. Compra put 100 por US$ 4,20, vende 2 puts 95 por US$ 2,50 cada e compra put 85 por US$ 0,60 (valores ilustrativos).

Crédito líquido: 2 × US$ 2,50 − US$ 4,20 − US$ 0,60 = US$ 0,20 → US$ 20
Acima de 100: todas viram pó e fica o crédito de US$ 20
Em 95: a put 100 vale US$ 5,00 → US$ 5,00 + US$ 0,20 = US$ 5,20 → US$ 520
Em 85 ou abaixo: asa curta (US$ 5) − asa larga (US$ 10) + crédito (US$ 0,20) = −US$ 4,80 → −US$ 480
Lucro máximo
US$ 520 com o ativo exatamente em US$ 95 no vencimento
Perda máxima
US$ 480 com o ativo em US$ 85 ou abaixo
Breakeven
US$ 89,80 (strike central − resultado no corpo: 95 − 5,20). Acima dele o resultado é positivo, inclusive na alta (+US$ 20)

Vantagens

  • Pode abrir por crédito
  • Sem perda do lado da asa curta quando aberta por crédito
  • Alto retorno relativo na zona central

Desvantagens

  • Complexa
  • Risco concentrado
  • Execução sensível a spreads

Riscos

  • A assimetria concentra todo o risco em um lado do gráfico.
  • Estrutura de três strikes exige atenção a liquidez e execução.

Na B3 e nos EUA

BrasilNa B3
  • A liquidez de opções na B3 se concentra em poucos papéis e nos strikes perto do preço. Em muitos ativos, a cadeia de puts negocia bem menos que a de calls: confira volume e spread de cada perna.
  • Três strikes de puts com negócio de verdade são raros fora dos papéis mais líquidos da B3. Ordem perna a perna pode transformar o crédito em débito.
  • Na B3, as puts de ações são de estilo europeu: só podem ser exercidas no vencimento. Quem vendeu a put não é exercido no meio do caminho.
EUANos EUA
  • Nos EUA, cada contrato de ação ou ETF vale 100 ações e o exercício é americano: a perna vendida pode ser atribuída em qualquer dia útil até o vencimento.
  • A corretora aprova a conta para opções em níveis (por exemplo: venda coberta, travas, venda descoberta). A numeração varia de casa para casa.
  • Quem estuda a estrutura em opções sobre o índice S&P 500 encontra contratos europeus com liquidação financeira: não há entrega de ações nem exercício antecipado.

Erros comuns

  • Conferir só o lado sem perda e esquecer o tamanho da perda do lado da asa larga.
  • Montar por débito e continuar achando que um dos lados não perde.
  • Mandar as pernas separadas e pagar spread em cada uma: com crédito de centavos, o custo come tudo.

Perguntas frequentes

Por que a asa é “quebrada”?

Porque a distância entre os strikes deixa de ser simétrica. Essa diferença é a fonte do crédito e da assimetria de risco.

Conteúdo estritamente educacional (CVM/SEC). O Derivoo não presta consultoria nem recomendação de valores mobiliários; os números apresentados são ilustrativos. Leia compliance e riscos.