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InicianteAlta · Put vendida + put comprada em strike menor

Trava de alta com put (Bull Put Spread)

Trava de crédito com viés de alta. Estrutura clássica para entender risco limitado, crédito líquido e break-even.

Crédito com perda máxima limitada. O erro clássico é apertar demais o strike e descobrir tarde que o break-even não perdoa um dia ruim.

O que é

Imagine uma seguradora que vende apólices contra queda e, para não quebrar num desastre, contrata um resseguro. O resseguro consome parte do pagamento, mas fixa a conta máxima antes de qualquer sinistro.

O Bull Put Spread é uma trava de alta montada com puts, por crédito: vende-se uma put e compra-se outra de strike menor, no mesmo vencimento.

O resultado máximo é o crédito líquido recebido, e o prejuízo máximo é limitado pela distância entre os strikes.

Como funciona

Vende-se a put mais próxima do preço (crédito maior) e compra-se a put mais distante (custo menor).

O crédito líquido entra na conta na abertura da operação.

Se o ativo permanecer acima do strike vendido no vencimento, as duas pernas expiram sem valor e o crédito é mantido.

Payoff ilustrativo no vencimento

Curva ilustrativa com prêmios hipotéticos, apenas para estudo da mecânica. Não representa cotações reais nem recomendação.

Ambiente de volatilidade

Trava de crédito: estudada com IV Rank acima de 30. Quanto mais caro o seguro contra queda, maior o crédito para a mesma largura.

Gestão mecânica

  1. 1Pela Folha de Mesa: entrada perto de 45 DTE, put vendida entre delta 16 e 20 e a comprada alguns strikes abaixo.
  2. 2Porta 1: recompra da trava a 50% do crédito. No exemplo, crédito de US$ 1,20 → recompra a US$ 0,60.
  3. 3Porta 2: aos 21 DTE, encerramento ou rolagem, ganhando ou perdendo.
  4. 4Porta 3: encerramento se a perda chegar a 2× o crédito — no exemplo, perda de US$ 2,40 (recompra a US$ 3,60), antes da perda máxima de US$ 3,80.
  5. 5Risco definido: de 1% a 3% da conta por operação, medido pela perda máxima.

Regras da Folha de Mesa do Derivoo: disciplina mecânica para decidir antes de abrir, não promessa de resultado.

Exemplo ilustrativo

Ativo a US$ 100. Vende put 95 por US$ 2,20 e compra put 90 por US$ 1,00 (ilustrativo). Para simplificar a conta, o exemplo usa um strike mais próximo (delta ≈ 30). Pela Folha de Mesa, o strike vendido ficaria perto de delta 16–20, mais longe do preço.

Crédito líquido: US$ 1,20 por ação → US$ 120
Largura da trava: US$ 5,00 → US$ 500
Risco máximo: US$ 500 − US$ 120 = US$ 380
Lucro máximo
US$ 120 (crédito líquido recebido)
Perda máxima
US$ 380 (largura − crédito)
Breakeven
US$ 93,80 (strike vendido − crédito)

Vantagens

  • Risco definido
  • Exige menos capital que a put descoberta
  • Crédito na abertura

Desvantagens

  • Ganho limitado
  • Perda máxima maior que o ganho máximo (US$ 380 contra US$ 120 no exemplo)
  • Sensível a quedas rápidas

Riscos

  • Uma queda abaixo do strike comprado leva ao prejuízo máximo.
  • A relação risco/retorno é assimétrica: arrisca-se mais do que o crédito recebido.
  • Nos EUA (put americana), a perna vendida bem dentro do dinheiro pode ser atribuída antes do vencimento. Na B3, o exercício da put só ocorre no vencimento.

Na B3 e nos EUA

BrasilNa B3
  • Na B3, as puts de ações são de estilo europeu: só podem ser exercidas no vencimento. Quem vendeu a put não é exercido no meio do caminho.
  • A liquidez de opções na B3 se concentra em poucos papéis e nos strikes perto do preço. Em muitos ativos, a cadeia de puts negocia bem menos que a de calls: confira volume e spread de cada perna.
  • Nem toda corretora aceita a trava como uma ordem só. Montar perna a perna deixa a operação exposta ao preço andar entre uma ordem e outra.
  • Ganho com opções na B3 é apurado mês a mês (15% em operações comuns, 20% em day trade) e não entra na isenção de R$ 20 mil das ações. Confirme o seu caso com um contador.
EUANos EUA
  • Nos EUA, cada contrato de ação ou ETF vale 100 ações e o exercício é americano: a perna vendida pode ser atribuída em qualquer dia útil até o vencimento.
  • A corretora aprova a conta para opções em níveis (por exemplo: venda coberta, travas, venda descoberta). A numeração varia de casa para casa.
  • Quem estuda a estrutura em opções sobre o índice S&P 500 encontra contratos europeus com liquidação financeira: não há entrega de ações nem exercício antecipado.

Erros comuns

  • Deixar a trava chegar ao vencimento com o preço entre os strikes: a put vendida é exercida, a comprada vira pó, e você amanhece com 100 ações compradas por 95 sem a asa de proteção.
  • Ler “probabilidade alta” como “não vai perder”. Ganha-se pouco e perde-se mais quando dá errado; por isso o tamanho tem de ser pequeno.
  • Escolher strikes tão distantes que o crédito não paga custos e spread.

Perguntas frequentes

Qual é a perda máxima do Bull Put Spread?

A largura entre os strikes menos o crédito recebido, multiplicada pelo multiplicador do contrato. Ela é conhecida antes de abrir a posição.

Como calcular o break-even?

Break-even = strike da put vendida − crédito líquido recebido por ação.

Preciso esperar o vencimento?

Não. É comum encerrar a estrutura antes, recomprando o spread — o que reduz o tempo de exposição e o risco de atribuição.

Conteúdo estritamente educacional (CVM/SEC). O Derivoo não presta consultoria nem recomendação de valores mobiliários; os números apresentados são ilustrativos. Leia compliance e riscos.